domingo, 21 de novembro de 2010

O Governo do Distrito Federal e os "Conflitos na transição governamental" - O Clima na Bliblioteca Nacional


          Nessa semana que passou, participei de uma das reuniões da equipe de transição do GDF que está trabalhado arduamente na sede da Biblioteca Nacional de Brasília, mas especificamente do grupo responsável pela transição na área de Políticas Públicas de Juventude - PPJ. Acabei não ficando muito tempo ou até o final da reunião, por conta de outros compromissos. Mas no pouco tempo que fiquei já deu pra perceber várias coisas, tais como: dificuldades por conta da estrutura improvisada; poucas ou restritas informações e dados oficiais sobre as ações de governo; e muitas dúvidas sobre o próprio processo de transição, principalmente sobre as possibilidade e potencialidades.
 
          Para contribuir com esse processo e colaborar com as discussões sobre essas temas, aproveitando que agora estou com um pouco mais de tempo livre, pensei em escrever uma série de postagens abordando várias das questões que tenho observado. Mas pra começar, escolhi reproduzir um texto do Maurício Romão, originalmente publicado em 2008 no Blog do Magno Martins, mas que guardada as devidas proporções de tempo e espaço, revela muito do clima que envolve o processo de transição no DF.
 
Conflitos na transição governamental

Maurício Costa Romão*
mauricio-romao@uol.com.br

A transição governamental é um processo em que se estabelece entre os governantes – eleito e atual – um entendimento político-administrativo através do qual se repassam ao governo sucedâneo informações e dados básicos sobre a situação financeira e administrativa da máquina pública cuja gestão está prestes a se encerrar.

O maior interessado na transição é sempre e invariavelmente o novo governante, que quer começar sua gestão com o maior conhecimento e domínio possíveis sobre o contexto financeiro, administrativo e organizacional que moldura a estrutura do executivo. E é natural que assim seja, posto que nos primeiros dias de governo é normal o acionamento de várias medidas de importância para a nova administração. Não fora as informações colhidas do período transicional e o governante-eleito estaria meio que às cegas no início do mandato.

Infelizmente, o que deveria ser um processo natural e saudável do convívio democrático, termina por se constituir, em muitos casos, em pano de fundo para o acirramento das divergências entre os grupos que disputaram a eleição recém finda.  Toda transição é sempre conflituosa, umas mais, outras menos, mesmo quando ela ocorre entre agrupamentos que são de uma mesma facção político-partidária.

Considerando-se, por exemplo, que a disputa se deu entre correntes contrárias e a vitória coube à oposição ao atual governo, os motivos que estão por trás dos desentendimentos acima mencionados são, na verdade, de natureza política, mas aparecem travestidos como resultantes, principalmente, de interpretações dadas pelas duas gestões, a atual e a substituta, aos dados e informações coletados, e de divergências entre as duas equipes sobre o formato operacional da transição.

O filme, já tantas vezes assistido, tem variações de cenários e atores, mas o enredo permanece virtualmente inalterado, e se passa mais ou menos assim:

O comando dirigente atual busca se apresentar à opinião pública, ao final do mandato, como tendo realizado uma administração austera, realizadora, gerencialmente competente, etc. deixando, ademais, o executivo financeiramente equilibrado ou muito próximo disso, conforme, aliás, diz a equipe ainda em exercício, demonstram os dados entregues à equipe de transição, muitos dos quais já antes divulgados à grande imprensa.

O novo governo, por seu turno, mesmo reconhecendo certos avanços ocorridos, alguns até significativos, outros apenas parciais, vai negar de forma peremptória o que está sendo noticiado pela administração vigente, argumentando que os poucos dados coletados, os quais, afirma a nova equipe, foram extraídos a fórceps, mostram uma situação diametralmente oposta a que ora se propaga, etc. etc.

Ao antigo governo não interessa, obviamente, expor sua administração, agora e no futuro, à senha difamatória dos recém eleitos, admitindo, por pequenas que sejam, fragilidades administrativas e financeiras ao final do mandato. Daí porque tenta enaltecer seus feitos e números de forma a mais favorável possível. À nova equipe, não compete, por ilógico, sob nenhuma hipótese, aceitar como verdadeiros os argumentos e números do executivo atual, sob pena de, em assim fazendo, submeter-se a cobranças de desempenho semelhante, mais à frente, quando serão inevitáveis os confrontos comparativos de gestão.

Mas, as divergências, a rigor, começam antes mesmo do confronto de interpretação de dados e se manifestam, tácita ou explicitamente, quanto ao processo transicional em si, quanto ao seu “modus operandi”. Seja porque o novo governo, no julgar do atual, está apressado e quer ditar norma e ritmo dos trabalhos (começar a varredura de informações o quanto antes, em prazos tais e quais, naquela dada sistemática, realizar as reuniões em tais locais, ouvindo esse e aquele dirigente, etc.), seja porque está havendo exigência descabida dos futuros mandatários de solicitar dados que são de difícil coleta em espaço exíguo de tempo, ou que não devem ou não podem ser fornecidos no período inicial da transição, e por aí vai.

Na visão do governante em exercício, o que embala a movimentação frenética do novo mandatário é, na verdade, a ânsia de começar o governo dele antes de terminar o que está em curso. E isso não vai ser admitido em hipótese nenhuma. Trata-se de uma interferência indevida e inadmissível. O mandato que foi conferido ao atual chefe do executivo se encerra no dia 31 de dezembro e, até lá, ele é o governante. O recém eleito que espere sua posse para fazer o que quiser e bem entender. Antes disso, não. Vai ter que aguardar.

Para a facção eleita, o que está por trás da resistência do atual dirigente é o receio de mostrar de forma transparente os dados de sua gestão à frente do executivo, por motivos óbvios: sua administração foi simplesmente bisonha e ineficiente, além de perdulária e desrespeitosa às leis vigentes.   Daí porque emperra a transição, não entregando informações solicitadas, ou o fazendo apenas parcialmente, impedindo contatos com dirigentes de órgãos, etc. etc.

Quanto mais apartados, política e partidariamente, estiverem os dois governantes, mais essas divergências vêm à tona e reverberam, dificultando extrair-se todo o potencial que o arranjo transicional poderia oferecer, afetando o relacionamento presente e futuro entre as equipes da atual e da nova administração e, não raro, prejudicando o novo governo nos seus passos iniciais.

O processo político-eleitoral brasileiro tem amadurecido sobremaneira nos últimos tempos e se vem aperfeiçoando a cada eleição. Mas é preciso ainda desarmar os palanques da campanha após o pleito e incorporar a idéia de que a alternância de poder é fato corriqueiro na democracia e que o período transicional – que tem duração de quase 90 dias – nada mais é do que o lapso de tempo reservado aos preparativos para que a mudança de gestão se dê sem descontinuidades que possam vir a afetar o dia-a-dia do cidadão.
 
Maurício Costa Romão é Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Cine-Debate UCB: A POLÊMICA DO ABORTO & COMUNIDADE LGBTTT



                                                                ~~-~~
A POLÊMICA DO ABORTO & COMUNIDADE LGBTTT
 
No dia 25 de Novembro, a partir das 13h, ocorrerá, na Universidade Católica de Brasília, os Cine-debate com temáticas no âmbito do Aborto e Comunidade LGBTTT, finalizando o dia com um beijaço LGBTTT na entrada principal da Universidade.
 
Confira a programação em anexo, repasse, participe!
Precisamos do maior número possível de LGBTTT's para darmos visibilidade ao movimento dentro da Universidade!

Informações:

Nayara Marques Bontempo
Estudante de Enfermagem (5º sem) - Universidade Católica de Brasília
Coordenadora Geral - Centro Acadêmico de Enfermagem - CAEnf/UCB
(61) 8562 0342 / (61) 8233 1562

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma é a primeira mulher presidente do Brasil


Dilma é a primeira mulher presidente do Brasil

O Brasil elegeu neste domingo a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Com isso, ela se tornou a primeira mulher que irá assumir o Palácio do Planalto e comandar a nação.

Com 99,99% dos votos apurados, a candidata petista havia alcançado 56,05% dos votos válidos, 55.748.569  sufrágios. O tucano José Serra tinha 43,95% ou 43.708.704 votos. A abstenção atingiu 21,5%, mais de 29 milhões das 135 milhões de pessoas que compõem o eleitorado do País.

Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.

Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha. Cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha.

Logo no primeiro debate do segundo turno, reagiu aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir daquele momento, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas parou de cair.
Dilma se torna neste domingo o 40º presidente da República brasileira.

A petista ganhou força para disputar o cargo ao assumir o posto de ministra-chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a queda de José Dirceu (PT) no escândalo do mensalão.

Com a reeleição de Lula e sem grandes rivais à altura no PT, Dilma tornou-se, depois do presidente, o grande nome do governo. Apesar do poder acumulado e do protagonismo que passou a exercer ao lado de Lula, até outubro de 2007 Dilma negava que seria candidata.

O pai de Dilma, o búlgaro Pedro Rousseff, veio para o Brasil na década de 1930. Já estava há cerca de dez anos no Brasil quando, numa viagem a Uberaba, conheceu a professora primária Dilma Jane Silva. Casaram-se e tiveram três filhos. Dilma nasceu em dezembro de 1947.

(infografia publicada no fechamento da segunda edição, com números parciais)
  Confira o 1°Pronunciamento de Dilma Rousseff como Presidenta Eleita do Brasil (31 de outubro)

Primeiro pronunciamento de Dilma como presidente eleita (31 de outubro) from BlogCafedoElias on Vimeo.



Texto do Jornal do Comércio:
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=45187

terça-feira, 26 de outubro de 2010

VOTO DO NORDESTE - "não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.”


 Tânia Bacelar pensa o Brasil

É com esta frase que Mauricio Dias, na coluna “Rosa dos Ventos”, da Carta Capital desta semana, conclui o artigo “Desconstrução do preconceito – não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.

Trata-se de observação exata, para este momento de mistificação generalizada, quando, segundo Boff, finalmente, a verdade vencerá a mentira.

Foi a Folha (*), sempre a Folha, de apropriadas ambiguidades, que, outro dia, ao dedicar 158 páginas a um resultado do Datafalha – nenhum país do mundo leva pesquisa eleitoral tão a sério quanto o Brasil do PiG (**) – , denunciou que a Dilma só existe por causa do Nordeste.

É o que, uma vez ouvi do Caio T. (de “Tartufo”) Costa, ao analisar a vitória do Lula (por 61% a 39%) contra o Alckmin: Lula não ganhou no Brasil, mas no Nordeste.

É assim a elite branca e separatista, no caso da elite paulista – e seus fâmulos – , uma espécie de Liga Norte do Berlusconi.

A doutrina da Revolução de 1932 voltará no dia 1º. de Novembro, quando a Folha “analisar” o resultado.

Cabe, então, preventivamente, ler o que o Mauricio Dias escreveu, a partir de considerações da respeitada professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os beneficiários do Bolsa Família – que mereceu tantos elogios de Mônica Serra – não são suficientes para explicar a votação da Dilma.

Há outros produtos da administração Lula para explicar o fenômeno da adesão do Nordeste a Lula e a Dilma, lembra a professora Bacelar.

O comércio varejista cresceu no Nordeste mais do que no Brasil inteiro.

 A Petrobrás investiu maciçamente na região, a começar pela refinaria Abreu e Lima, em Suape.

Clique aqui para ler “Suape – Pernambuco faz uma revolução”.

Os investimentos do PAC.

A Transnordestina.

Pecem.

Os estaleiros.

Lula, segundo a professora Bacelar, quebrou o mito de que a “a agricultura familiar era inviável”.

Ela é responsável por três de quatro empregos gerados no meio rural de todo o Brasil.

“O Nordeste liderou  o crescimento do emprego formal no País, com 5,9% ao ano, entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% do Brasil como um todo e do Sudeste, que foi de 5,2%.”

A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), como diz outro pernambucano sábio, Fernando Lyra, “não pensa o Brasil”.

Basta ver o Serra na televisão.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Do Blog do PHA - ConversaAfiada

domingo, 24 de outubro de 2010

Geopolítica e Eleições 2010 - "Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil"

Print do Site da Fundação

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

20/10/2010 13:10, Por Redação, do Rio de Janeiro, Brasília e Washington


Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar "uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas" contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation - a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica - publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as "imaturas" democracias da América Latina e do Caribe.
 
 No artigo intitulado "Elections in Brazil and the US Intelligence Community" (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que "o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina".

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial. Leia os principais trechos do artigo:
 
"Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, Hillary Clinton enfatizou: ’na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério".

"Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.
 
"Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

"O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff - uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente - como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e integrou a Vanguarda Armada Revolucionária - nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d’Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, depois presa, torturada sob os métodos que a CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.
 
"A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita, José Serra. Jornalistas ’amigos-da-américa (do norte)’ e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançaram o mito sobre o seu extremismo. Encontraram informantes da polícia, que posaram como "testemunhas" de seu envolvimento em assaltos a bancos para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma - como um rival puramente nominal. Estabilizada a situação, no entanto, Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do presidente Lula.


"Ainda assim, a pontuação de Rousseff caiu de 3% a 4%, tirando a chance de vencer ainda no primeiro turno das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores de Marina da Silva Vaz de Lima, do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os militantes do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.

"O time de Dilma visivelmente perdeu o tom triunfalista inicial - o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado por um império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil - O Globo, as editoras Abril, como Folha de S. Paulo e a revista Veja - estão ocupados em lavagem lavagem cerebral do eleitorado do país.
 
 "A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar ’novas forças’ menos propensas a desafiar Washington e ajudar a obter um controle sobre o poder no Brasil. A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões, para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as invasões a apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultradireitistas que consideram Serra como seu candidato. Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir dez novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus, na Amazônia.

"Embora o Departamento de Estado dos EUA esteja empenhado em reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo, em um esforço para cortar despesas orçamentais, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária na geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15 a 20 anos e as administrações dos EUA - tanto republicanos quanto democratas - estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel".
 
Texto e Tradução: Correio do Brasil
Com inclusão de imagens do: MidiaNews, Google, Gazeta do Povo, Reuters

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