domingo, 27 de fevereiro de 2011

Câmara sedia lançamento da campanha "Todo casulo fica para trás" - Prefeitura de Caruaru

Convite de Lançamento da Campanha - "Todo casulo fica para trás"
 A Câmara Municipal de Caruaru será sede do lançamento da campanha Todo Casulo Fica pra Trás da Secretaria Especial da Mulher de Caruaru como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher. O evento acontecerá na próxima terça-feira (01), durante a Sessão Ordinária. Na ocasião, também será apresentada a programação completa da secretaria para o mês de março. "A idéia de iniciar as comemorações do Dia Internacional da Mulher na Câmara Municipal veio da vontade de desenvolver a campanha em parceria com a sociedade, próxima a população e não há lugar mais adequado do que a Casa do povo", explica a secretária Louise Caroline.

De acordo com o presidente da Casa Lícius Cavalcanti, é um dever de todos abraçar a causa. “Nós estaremos sempre abertos a apoiar ações que tragam bem estar para a população caruaruense e a Secretaria da Mulher tem desenvolvido um importante trabalho na cidade, para nós é uma alegria receber o lançamento desta campanha”.

Campanha de 2009

Louise ressalta ainda que a desigualdade entre homens e mulheres ainda é gritante na sociedade e para mudar essa situação é necessário mais do que as ações diretas, é na disputa das idéias, dos valores que se pode avançar mais rapidamente na superação desse obstáculo. “Por isso, a cada ano, a Secretaria Especial da Mulher tem lançado campanhas de conscientização em torno de questões que dizem respeito às mulheres. Em 2009, "Quem quer bem não faz mal" pautou o enfrentamento à violência doméstica. Ano passado, discutimos a Igualdade de direitos e, este ano, temos a campanha Mulheres Livres, com o objetivo de escancarar diversos "casulos" que aprisionam o vôo livre de tantas mulheres todos os dias”. 

Durante todo o mês serão realizadas atividades como debates em universidades, escolas, associações e comunidades, lançamento de cartilha, capacitação da rede municipal de saúde, entrega de prêmios, noite de apresentações artísticas, shows e exposições de artistas mulheres no Marco Zero e o tradicional Encontro de Cumadres.

A Campanha

Partindo da idéia de que o vôo das mulheres-borboletas não pode ser reprimido pelo casulo, a Secretaria Especial da Mulher de Caruaru, lança a campanha “Todo Casulo Fica pra Trás”.
Índice de Disparidade de Gênero -PNUD
  O objetivo é avançar na conquista da igualdade de gênero, dessa vez priorizando o tema “Mulheres Livres”. Durante todo o mês de março serão lançadas as bases do trabalho que orientará ações ao longo do ano, com vistas a promover na cidade um clima de respeito, garantia de direitos e liberdade às mulheres.

Durante a campanha, serão debatidos os mais diversos tipos de liberdade que, muitas vezes, são negados às mulheres, como Liberdade Profissional, Política, Educacional, Estética e Corporal, Econômica e Financeira, Doméstica, Familiar, Sexual e Reprodutiva.

Conheça o Índice de Disparidade de Gênero do PNUD - Clique Aqui.
 

Programação

01 de março – terça-feira
20h – Lançamento da Campanha
Local: Câmara de Vereadores

02 de março – quarta-feira
19h30 Debate sobre Liberdade Sexual em instituição de ensino

15 de março – terça-feira
19h30 – Apresentação do espetáculo “A Catita”, com o grupo teatral Loucas de Pedra Lilás em instituição de ensino

16 de março (quarta-feira)
Lançamento da Cartilha de Saúde
Local: Clínica da Mulher

18 de março (sexta-feira)
20h – Encontro de Cumadres

20 de março (domingo)
Dia da Cidadania no 3º Distrito

22 de março (terça-feira)
Ação na Feira da Sulanca

23 e 24 de março (quarta/quinta-feira)
Oficina para rede municipal de saúde
Local: Clínica da Mulher

30 de março (quarta-feira)
Ação na CEACA

31 de março (quinta-feira)
19h – Entrega do prêmio do concurso de redação sobre Lei Maria da Penha

Fonte: Texto da - Câmara Municipal de Caruaru (com adaptações) / Imagens e Links: Google

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Seminário de encerramento do projeto “Juventude e Prevenção da Violência” - FBSP


O Ministério da Justiça, por meio do Pronasci, firmou um termo de parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública em dezembro de 2008 para o desenvolvimento e execução de ambicioso programa de trabalho sobre juventude e prevenção da violência, com vistas a produzir insumos para a coordenação de juventude do Pronasci e, mais que isso, aprofundar o conhecimento em torno da associação de jovens de 12 a 29 anos com a violência.

Concebido em módulos e executado em parceria, entre outros, com o Instituto Sou da Paz e o Ilanud, o projeto englobou atividades de pesquisa, sistematização de práticas de prevenção, organização de seminários e elaboração de cartilhas para auxiliar os gestores de ações de prevenção da violência no aumento da eficácia de seus projetos.

Com o encerramento do projeto “Juventude e Prevenção da Violência” realizar-se-a um seminário de encerramento, que apresentará os principais produtos e resultados do projeto nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Brasília.

Para ver a programação do seminário, faça download do pdf abaixo.
 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

“Menudos” de Lula crescem no governo Dilma

Menudos
Em cargos de destaque com Lula, “Menudos” avançam no governo Dilma e representante chega a nº2 da Casa Civil
 Seja no primeiro ou no segundo escalão, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva teve jovens em postos chaves da administração. Com a alternância de poder, os servidores apelidados de “Menudos da Esplanada”, muitos com menos de 35 anos, galgaram posições e passaram a comandar grandes orçamentos e cadeiras visadas do Planalto.

Um dos exemplos mais patentes é o de Beto Vasconcelos. Aos 32 anos era subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil. Em parceria com a Advocacia Geral da União foi o responsável por elaborar defesas de Lula e de seu governo em casos de grande repercussão, como o mensalão e a extradição do italiano Cesare Batistti. Hoje, com 34 anos, avançou e se tornou secretário-executivo da Casa Civil, substituto direto do ministro Antônio Palocci na mais poderosa pasta de Dilma Rousseff.

Em seu antigo cargo, pelo qual passou o também jovem advogado Dias Toffoli, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), está outro “Menudo”: Ivo da Motta Corrêa, de 31 anos, que foi Diretor de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça (MJ) no governo Lula.

Outro jovem que ampliou sua participação no poder foi Paulo Abrão. Hoje, com 35 anos, acumula a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) com a presidência da Comissão de Anistia do MJ (cargo que está desde 2007). É ele o responsável pela concessão de aposentadorias a pessoas perseguidas pela ditadura, pela coordenação da política de Justiça no Brasil e, através da classificação indicativa de faixas etárias, determina o que nossos filhos podem assistir na televisão, no cinema ou jogar no vídeo game.

Apesar da ascensão de alguns, nem todos deslancharam com a troca de comando na Esplanada. Pedro Abramovay, de 30 anos, era a face mais conhecida dos “Menudos”. Ele, que chegou a ser Secretário de Justiça do MJ e seria o servidor mais jovem a ocupar a direção do Escritório da ONU sobre drogas e crimes, em Viena, foi exonerado após uma entrevista em que defendeu penas alternativas para pequenos traficantes de drogas, o que desagradou Dilma Rousseff.

Ministros
Não tão jovens, mas novos para o cargo, estão dois membros do primeiro escalão de Dilma que também ganharam poder na transição de governo. Com 39 anos (faz 40 em maio), Orlando Silva conseguiu se manter no ministério dos Esportes, que será turbinado com as Olimpíadas e a Copa do Mundo.

Ainda mais jovem é o ex-ministro das Relações Institucionais de Lula e atual chefe da Saúde no governo Dilma, Alexandre Padilha. 110 dias mais novo que Orlando, o político saiu um cargo de prestigio, mas que não contava com R$ 77 bilhões para gastar em 2011.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

“Todo mundo avisou, todo mundo implorou” e os policiais: “é vagabundo tem de apanhar”

Clique aqui para conhecer a Campanha Nacional Contra o Extermínio da Juventude Negra [Link]
Neste post aqui reproduzi um vídeo do Jornal da Globo cujas câmeras de segurança de um prédio em Feira de Santana flagraram dois policiais agressores espancando um jovem negro. Mas o Jornal da Record fez uma reportagem bem mais interessante sobre o caso do adolescente que foi brutalmente espancado quando chegava ao trabalho.

Não sou policial, mas sei reconhecer um mecânico. O guri que pilotava a moto estava de macacão com a cor azul e o mesmo modelo usado em oficinas mecânicas. Não se justifica a polícia espancar ninguém em plena luz do dia, pois a escravidão já foi abolida no Brasil, mas este é mais um indício para percebermos como agem os policiais diante da juventude negra, não importa que ela estampe sua roupa de trabalho, que mostre todos os sinais de que não é ‘vagabundo’, a polícia trata jovens negros das periferias brasileiras como se fossem bandidos, sempre suspeitos, sempre culpados a priori e se vê no direito de também aplicar a sua ‘Justiça’.

Na reportagem da Record ficamos sabendo que o rapaz foi espancado a poucos metros da oficina onde trabalha, seus colegas avisaram os policiais que não se tratava de nenhum bandido. Pouco adiantou, na cabeça destes policiais racistas a cor do guri o condenava de antemão: ‘é vagabundo, tem de apanhar’, era o que os policiais espancadores diziam, segundo testemunho de um de seus colegas ouvidos pela reportagem.

Quando o Maria Frô falou pela primeira vez no caso um leitor apesar de achar a cena absurda disse que não via racismo. Experimente trocar a cor dos agressores e do agredido. Se você está neste time que tem uma imensa dificuldade de reconhecer que vivemos em uma sociedade racista e que o Estado, por meio de sua força policial, pratica racismo institucional, convido-o a ler o texto de Lio Nzumbi, do movimento Reaja ou Será Mort@ da Bahia.
 
Finalmente, a reportagem informa que os policiais agressores foram presos. Eles são policiais militares, serão julgados pela Justiça Comum? Vão responder por crime de racismo?

Um cidadão, trabalhador, menor, teve todos os seus direitos negados, foi  espancando em plena luz do dia em frente dos colegas de trabalho, o que o governo do Estado da Bahia fará? E o Ministério Público?

Segundo a reportagem o rapaz sente fortes dores de cabeça, um dos socos que ele recebeu dos policiais agressores foi tão forte que o capacete voou. O rapaz foi socado, estapeado, chutado, pisado, inúmeras vezes por dois homens corpulentos muito maiores que ele, a vítima fez exame de corpo de delito? Recebeu socorro? O Estado a indenizará?

http://noticias.r7.com/videos/policiais-sao-flagrados-por-camera-de-seguranca-espancado-jovem-em-feira-de-santana-ba-/idmedia/1044d90533920b6a40e87c5529983cbc.html

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resolução Política do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores - Fevereiro de 2011



Resolução do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

Brasília, 10 de fevereiro de 2011.
 
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido em 10 de fevereiro de 2011, celebra não só o 31º aniversário do PT como o início auspicioso do Governo da companheira Dilma Rousseff.
 
O terceiro governo democrático e popular será o da continuidade e do aprofundamento da grande transformação iniciada há oito anos no país pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um novo período de nossa história foi aberto, cheio de conquistas, promessas e desafios.

Nossa vitória nas eleições de 2010 representa um marco fundamental na trajetória dos 31 anos do Partido dos Trabalhadores. O Governo Lula construiu, no imaginário nacional e na vida real do povo brasileiro, um símbolo político de inegável valor: que é possível gerar um modelo de inclusão social como instrumento de desenvolvimento e soberania com nova inserção mundial. O Governo Lula mudou as expectativas do povo em relação à viabilidade de um projeto nacional de desenvolvimento social e econômico. Além de tirar o país da rota da miséria, do subdesenvolvimento e da subserviência, Lula se tornou um líder mundial inconteste. Líderes dos mais diferentes países e ideologias, além de respeitadas publicações internacionais, colocam Lula no topo das personalidades políticas mais importantes do mundo. Isto a direita brasileira também não aceita. Desvalorizar as profundas mudanças ocorridas no país nestes últimos anos e desconstruir a liderança política de Lula são essenciais para o plano da direita brasileira de voltar ao poder e interditar nosso projeto estratégico.

O Governo Dilma é a expressão do nosso projeto de construção de um país justo, democrático e soberano. Este projeto está inconcluso e Dilma, pela sua história, coragem e competência e pela força política da sua eleição é a condutora da sua segunda fase. Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. Ela se baseia nos valores da igualdade social, da inclusão, da democracia e da pluralidade. Sua defesa é a questão central e estratégica do nosso partido e define o conjunto das nossas ações.

No plano internacional, persistem muitos dos fatores que desencadearam há dois anos a mais grave crise vivida pela economia mundial nas últimas décadas. Ainda que seja difícil prever as transformações em curso na cena mundial, é evidente que um mundo distinto está surgindo.

O declínio relativo das grandes potências vem sendo acompanhando pela emergência de nações, como o Brasil, que até bem pouco tempo haviam ocupado um lugar subalterno no mundo. O dinamismo das economias emergentes, a força de suas sociedades e o vigor democrático de muitas delas contrasta com a estagnação econômica de vários países desenvolvidos, que provoca perversos fenômenos sociais e políticos.

Todos esses elementos permitem pensar que um novo mundo está surgindo – multilateral e multipolar.

Em muitas regiões – como se evidencia hoje em vários países árabes – amplos setores da sociedade demonstram não estar mais dispostos a continuar vivendo como antes: sem esperança, na pobreza, na opressão política, sofrendo humilhações internacionais.

O Diretório Nacional do PT expressa sua solidariedade com a luta dos povos árabes contra os governos corruptos e antidemocráticos do Oriente Médio – como no caso do Egito –, aliados das potências que, por mais de um século, infelicitam aquela região.

As tarefas centrais do período que se abre com as eleições de outubro passado são as de consolidar e aprofundar o crescimento econômico do país, com expansão do emprego e forte distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico e redução da vulnerabilidade externa e preservação ambiental.
No centro dessas reivindicações está a meta de eliminar pobreza absoluta, objetivo maior para lograr uma efetiva democracia econômica e social. O fortalecimento desta, da qual depende em grande parte a democracia política, passa igualmente pelo aprofundamento de políticas públicas como as da educação, saúde e segurança pública, bem como pela instituição de um novo  marco regulatório para as comunicações no Brasil. O país necessita dar continuidade ao fortalecimento de sua infra-strutura física e energética e à implementação de uma política industrial baseada em grande medida na inovação tecnológica. Todos esses fatores, junto com uma acertada política comercial, serão fundamentais para aumentar nossa competitividade externa. A redução do custo do crédito e a reforma do sistema tributário são elementos fundamentais para isso.

O fortalecimento desse novo desenvolvimentismo, que o Brasil vem implementando nos últimos anos, é condição essencial para assegurar nossa presença soberana no mundo, mediante o prosseguimento de uma política externa altiva e ativa que assegure lugar privilegiado para o Brasil e para
a América do Sul no mundo multipolar em formação.

Cabe ao PT ser a principal base de apoio do Governo Dilma, mas também corresponde-lhe a tarefa de servir de elo particular de ligação com a sociedade, especialmente com as demandas dos trabalhadores e dos mais desprotegidos.

Cabe, também, ao PT empenhar-se no aprimoramento de nosso sistema democrático, mediante a realização de uma reforma política.

A reforma política é condição necessária para o fortalecimento de nossa democracia e de seu sistema representativo. Ela é indispensável para a consolidação de um sistema partidário baseado em valores programáticos e não em interesses subalternos. Ela contribuirá decisivamente para a transparência de nossas instituições e para a lisura dos processos
eleitorais.

A unidade da base de sustentação do Governo supõe que todos os partidos tenham acesso às responsabilidades da administração. Mas esta participação se fará sempre em base a grandes orientações programáticas e a critérios de capacidade política e técnica e da probidade dos indicados.

O Partido dos Trabalhadores e todos os setores democráticos estão também confrontados com o desafio de levar adiante um movimento pela renovação do pensamento e das práticas políticas no país.

A CEN também deve convocar uma reunião do Diretório Nacional para discutir e deliberar sobre as questões relacionadas à Reforma Política. Além de ir muito além de uma mera reforma eleitoral, para nós a Reforma Política deve ter um conteúdo democrático e republicano e o seu objetivo deve ser a radicalização da democracia política e eleitoral como um caminho alternativo ao da criminalização e judicialização da política. Devemos abrir este debate em todas as instâncias do PT, organizar um diálogo com os outros partidos, disputar os movimentos sociais e esclarecer o conjunto da sociedade sobre as posições envolvidas e a importância desta luta. Os encaminhamentos e alianças em torno desta questão são de iniciativa do partido e o palco da sua viabilização é a sociedade e o Parlamento. Devemos afirmar a soberania popular na reforma política e a sua expressão máxima: o voto e a participação popular.

A viabilização do nosso objetivo central de defender nosso projeto e nosso governo e enfrentar a disputa em torno da Reforma Política são tarefas de todas as instâncias e organismos do PT. A Fundação Perseu Abramo, pela estrutura e instrumentos que possui e pela sua capacitação técnica, deve organizar, sintetizar e divulgar nossa elaboração. O conteúdo de seus cursos de formação política, das suas publicações e seminários deve estar submetido ao objetivo maior de debate e defesa do nosso projeto e do programa do PT, dos quais o legado de Lula e o programa do Governo Dilma são partes fundamentais. Da mesma maneira, os temas relacionados à Reforma Política devem merecer uma atenção especial na elaboração de seu cronograma de trabalho. É tarefa da FPA a promoção de debates e a publicação de revistas específicas sobre as questões que envolvem esta bandeira.

O PT deve buscar o aprofundamento e a requalificação da sua relação com os movimentos sociais. A defesa do nosso projeto estratégico de mudar o Brasil e da autonomia dos movimentos sociais são os pilares deste relacionamento.

O Partido dos Trabalhadores, igual que toda a sociedade brasileira, abriga em suas filas homens e mulheres das mais variadas filiações ideológicas e/ou religiosas, sem que elas se sobreponham aos valores maiores que nos reuniram – a luta por um socialismo democrático, respeitoso dos Direitos Humanos e em favor de um Estado laico.

O florescimento de idéias, o debate público e respeitoso das mais variadas alternativas para nosso país são condições indispensáveis para que continuemos no caminho da construção de um Brasil forte e democrático.

Para esse debate, convocamos especialmente à juventude do país, a quem cabe hoje – e não apenas amanhã - dar contribuição decisiva para a construção do Brasil que queremos.

No limiar de sua quarta década de existência, o Partido dos Trabalhadores olha com orgulho para seu passado. De toda sua trajetória, especialmente de seus momentos de sua criação, quer recolher aqueles sentimentos de combatividade, esperança e  generosidade que estiveram presentes em sua fundação e primeiros passos. Em pouco mais de 30 anos nos transformamos em uma alternativa política para um dos maiores países do  mundo. Mais do que isso: em um momento de crise de grande parte das esquerdas no mundo – especialmente nos países desenvolvidos – o PT, com erros e acertos, mostra caminhos a serem explorados.

Viva o povo brasileiro.

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