Mostrando postagens com marcador Democracia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Democracia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dilma e o 2º turno: entre o fundamentalismo religioso e a rebeldia utópica

Louise Caroline
Dilma e o 2º turno: entre o fundamentalismo religioso e a rebeldia utópica
*por Louise Caroline

            A expressiva votação obtida por Marina Silva impressiona pelos números, mas, principalmente, pelo conteúdo. Marina conseguiu agregar à sua candidatura dois espectros ideológicos absolutamente extremos: o fundamentalismo religioso e a rebeldia utópica. Em Marina votaram os evangélicos e religiosos mais radicais, assustados pelo suposto ateísmo de Dilma e por sua posição dúbia acerca da discriminalização do aborto, do casamento gay e do uso de drogas. Nesse sentido, desenvolveu-se uma ofensiva de igrejas e religiosos, amplificada por boatos cibernéticos plantados para difundir o medo e o preconceito contra a candidata petista.
            De outro lado – bem do outro lado mesmo – também votaram em Marina muitos cidadãos adeptos de uma rebeldia utópica. Sobretudo jovens e pessoas consideradas “alternativas” na sociedade. Artistas, intelectuais, universitários, o chamado público cult, essencialmente localizado na classe média e portador de um comportamento social radicalmente progressista. Essas pessoas viram em Marina um discurso diferente, uma fala a favor de uma nova cultura política, dos sonhos e das utopias de um mundo melhor.
            Não dedicarei esforços na dissecação desse um discurso que, em minha opinião, é bonito, mas não é factível nessa candidatura de Marina, nem na conjuntura atual da política brasileira. Inclusive, identifico nela mais contradições do que a própria composição de seu eleitorado. Mas ela não está no segundo turno e, portanto, não cabe mais desenvolver argumentos contra sua candidatura.
O fato que trago à baila é que em Marina votaram gays e anti-gays (ou, pra ser politicamente correta, os defensores da diversidade sexual e os homófobos); votaram nela evangélicos e artistas ateus; votaram nela direitistas insatisfeitos com a brandura de Serra e esquerdistas desconfiados das alianças de Dilma. Ao ficar em cima do muro, Marina, surpreendentemente, em vez de se indispor com os dois limiares do espectro ideológico, foi escolhida por consideráveis setores dos dois.
            O PT terá que fazer uma escolha. Entre o fundamentalismo religioso e a rebeldia utópica. Não só para ganhar as eleições, mas, principalmente, para politizar o processo eleitoral, construir as bases para uma profunda transformação da política brasileira, empolgar novas gerações na luta por um mundo diferente.
            Infelizmente, sob o bombardeio midiático e caluniador dos últimos dias do primeiro turno, a reação do PT e de Dilma foi a favor do primeiro viés e não do segundo. Em vez de reafirmar suas posições progressistas – mesmo que polêmicas – Dilma preferiu escondê-las para não causar tumulto e assegurar a vitória no primeiro turno. Perdeu, assim, apoios importantes dentre os setores da rebeldia utópica. Sua busca por reafirmar Deus em cada discurso e o cúmulo de dar destaque ao batizado católico de seu neto, às vésperas da eleição, soaram quase tão artificiais quanto José Serra sorrindo, cantando e lendo a Bíblia em seu programa eleitoral.
            O PT tem a obrigação histórica de retirar da campanha a questão religiosa como um fator importante na escolha eleitoral. E se Dilma fosse praticante de religiões afro-brasileiras, não poderia ser presidenta do Brasil? Se fosse atéia, teria que esconder sua identidade?  A laicidade do Estado precisa ser defendida não na letra morta da Constituição, mas, sobretudo, em momentos de tensão e debate político. A única postura religiosa que se deve e pode esperar de um político é seu respeito à liberdade de credo para todos. Mais que isso é uma regressão inaceitável num país tão diverso quanto o nosso. Errou a campanha de Dilma ao se submeter ao tom religioso imposto pela mídia, por Serra e por Marina. Errou e assim perdeu importantes votos a favor da verde, mas perdeu, principalmente, a oportunidade de travar um bom debate político acerca do verdadeiro respeito à liberdade religiosa.
            Também outras questões polêmicas foram disfarçadas para não gerar desgaste. Ressalte-se, contudo, que essa não é uma peculiaridade de Dilma ou das eleições brasileiras. A Ciência Política identifica o fenômeno da aproximação ideológica e da fuga de questões polêmicas como uma conseqüência natural da bipolarização eleitoral. Embora o Brasil tenha um desenho multipartidário, de fato, somente o PT e o PSDB se apresentam como partidos nacionais em disputa pelo comando maior do país. Assim, os dois tendem a se firmar no centro, para não afastar, a priori, determinados setores da sociedade.
            Acredito que essa aproximação, além de não ser real e, portanto, tratar-se apenas de um discurso fingido no processo eleitoral, não contribui para o desenvolvimento da nossa democracia tampouco para o engajamento de mais pessoas na política e nas decisões coletivas do país, bandeiras fundantes do PT.
            A política existe justamente para disputarmos opiniões e a hegemonia de idéias na sociedade. O processo eleitoral deve exercer esse papel, mesmo que nos custe alguns votos. No caso, a neutralização do discurso da candidata Dilma – que, na essência, representa os pensamentos de esquerda e mais progressistas, além de não contribuir para o debate a fez perder votos e não arrematar as eleições no primeiro turno.
            Agora, diante da nova fase eleitoral, caberá ao PT e à nossa candidata em busca dos eleitores de Marina decidir se priorizará os religiosos, os utópicos ou tentará abocanhar os dois e correr o risco de ficar sem nenhum deles.
            Minha contribuição é no sentido de incentivar a escolha da rebeldia utópica como prioridade para a nova fase da eleição e, quem sabe, do próprio mandato presidencial. Por mais que o Brasil tenha melhorado tanto quanto sabemos depois dos oito anos de Lula; por mais que Serra represente o retrocesso e a elite político-econômica do país; por mais que sejam tantas as conquistas concretas para a população brasileira; há que se falar dos sonhos.
            Não foi pra chegar até aqui que lutamos contra a ditadura, construímos o PT e governamos o Brasil. Foi pra chegar muito mais longe que isso. Foi pra chegar num lugar onde a miséria não existe e onde as pessoas são respeitadas pelo que são e não pelo que têm. Existimos para fazer da política uma coisa coletiva e não esse jogo de interesses privados que ainda dita as regras do jogo político nacional. Ousamos lutar e vencer para que todas as pessoas pudessem ter o direito de amar livremente, de falar e ser ouvidas igualmente, um lugar sem monopólio do conhecimento nem dos direitos. Portanto, o discurso de que “está tudo muito bem" não é o nosso discurso e não convence os que acreditam nos sonhos, nas utopias e vivem em busca de uma sociedade de igualdades e felicidade para todos e todas.
            Tenho certeza de que a candidatura de Dilma representa tudo isso. De que o PT carrega em sua essência e em seu um milhão de filiados as idéias socialistas mais bonitas e democráticas que já existiram no mundo. Mas não dissemos isso. Escolhemos para nossa campanha o tom pastel da neutralidade e não o vermelho das nossas idéias.
            Assim, passamos superficialmente por questões tão vitoriosas de nosso governo como as relações internacionais, sem defesas ideologicamente explicadas sobre por que priorizar relações com Irã, África e América Latina. Acabamos sendo mal compreendidos e perdendo votos de mundialistas empolgados com essa nossa coragem internacional.
            Até mesmo a franca exposição do monopólio das comunicações e da partidarização da mídia se restringiu a discursos inflamados de Lula e Dilma que rapidamente foram contidos por pronunciamentos brandos em defesa da “liberdade de imprensa”.  Acabamos perdendo a oportunidade de debater claramente uma proposta para a democratização dos meios de comunicação, bem como os votos de militantes dessa causa (estes sim travaram uma disputa aberta com a grande mídia a partir dos blogs e redes sociais).
            Ainda, acrescente-se o debate rasteiro, preconceituoso e distorcido que assistimos acerca da discriminalização do aborto e do uso de drogas. Especialistas e militantes da área saíram indignados desse primeiro turno, pela forma oportunista que alguns atacaram e outros disfarçaram essas bandeiras. Enquanto a América do Sul e o mundo avançam na legalização do casamento gay, nossa candidata apresentou logo o ex-marido para tirar qualquer dúvida acerca das acusações sobre sua sexualidade. E se ela fosse lésbica, não poderia ser presidenta do Brasil?
            A pasteurização da política merece artigos e debates intensos, mas devem ser feitos posteriormente. Agora, no ímpeto de ganharmos as eleições e impedir a vitória de Serra e sua campanha semi-fascista, precisamos conquistar votos. Pois não é que a forma mais simples de fazê-lo é justamente saindo da pasteurização e escancarando a maneira como vemos o mundo?
            Na escolha entre o fundamentalismo religioso e a rebeldia utópica identificada nos vinte milhões de votos de Marina Silva, não vejo outra opção senão aquela já feita pelo PT 30 anos atrás: a rebeldia utópica somos nós. Dilma Presidenta do Brasil!

           
* Louise Caroline, 27 anos, é vice-presidente do PT de Pernambuco e mestranda em Ciências Políticas pela UFPE.

Serviço:
 
Louise Caroline, também é Secretaria Especial da Mulher da Cidade de Caruaru, interior de Pernambuco. Foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes - UNE de 2005 a 2007 e, com base nessa experiência lançou o livro "Outras Palavras" em 2009, que reune os textos e artigos sobre o Movimento Estudantil, a Educação e Política em geral. Os 15 textos foram reunidos numa edição, publicada pela Editora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no livro.

Boa parte dos artigos é voltada para a área educacional, defendendo o sistema de cotas, da reforma universitária e das eleições diretas para reitor. O prefácio do livro é do jornalista Ricardo Noblat e o texto da orelha é de autoria de Fernando Lyra. (Da Redação do pe360graus.com)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Advogados manifestam apoio ao presidente Lula

http://www.videiracuritiba.com.br/website/wp-content/uploads/lula.jpg
Texto Extraído do Portal Consultor Jurídico

Um time de celebridades da área jurídica divulgou, nesta segunda-feira (27/9), uma carta aberta a favor das manifestações do presidente Luís Inácio Lula da Silva em favor da candidata do seu partido à presidência da República, Dilma Rousseff (PT). Com 64 assinaturas de professores, advogados, procuradores e ex-membros do Executivo, a carta defende ainda o direito de Lula criticar a imprensa pela cobertura feita sobre a corrida pela cadeira presidencial — tendenciosa, segundo o presidente.

“É lamentável que se queira negar ao presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições”, dizem os signatários. Entre eles estão nomes de peso como Celso Antonio Bandeira de Mello, constitucionalista e professor emérito da PUC-SP, Dalmo de Abreu Dallari, também professor emérito da USP, e Lenio Streck, procurador e professor da Unisinos.

A “Carta ao Povo Brasileiro” não aceita que as críticas feitas pelo presidente contra a imprensa — de que tem preferência por José Serra em detrimento de Dilma na cobertura — tenham o tom de “autoritarismo e de ameaça à democracia” que, segundo eles, a grande imprensa e a oposição tentam imputar a Lula.

“Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do presidente da República”, diz o manifesto. “O presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral.”

A lista reúne ainda Márcio Thomaz Bastos, advogado e ex-ministro da Justiça de Lula, os criminalistas Sérgio Salomão Shecaira, Celso Vilardi e Luís Guilherme Vieira, e o tributarista e professor da USP e da UFPA, Fernando Scaff, assim como Pierpaolo Bottini, professor da USP e advogado do PT, Rogério Favreto, ex-secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e Sérgio Renault, também ex-secretário da Reforma.

Não foram poucos os nomes ligados a entidades da advocacia que respaldam a atitude do presidente. Apoiam Lula: Cezar Britto, ex-presidente do Conselho Federal da OAB; os presidentes de seccionais Wadih Damous (OAB-RJ), Homero Mafra, (OAB-ES), Jarbas Vasconcelos, (OAB-PA) e Mario Macieira (OAB-MA); Felipe Santa Cruz, presidente da Caarj; Henrique Maués, ex-presidente do IAB; José Diogo Bastos Neto, ex-presidente da Aaasp; Ronaldo Cramer, conselheiro da OAB-RJ e professor da PUC-Rio; e Cláudio Pereira de Souza Neto, conselheiro federal da OAB e professor da Universidade Federal Fluminense.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Impugnação da Candidatura de Joaquim Roriz pelo TRE-DF

Joaquim Roriz - PSC


É meu povo! O Ficha Limpa vence a primeira Batalha com Joaquim Roriz (PSC). O candidato acaba de ter sua candidatura impugnada pelo TRE-DF. Na porta do Tribunal vários manifestantes a favor e contra.

O advogados já informaram que irão recorrer da decisão, mas o fato é que a luta contra a corrupção marca o primeiro gol de placa (Ficha Limpa - 1 x 0 - Roriz).

O candidato Agnelo Queiroz (PT), que participa (hoje) da Sabatina realizada na Universidade Católica de Brasília (UCB), dentro das atividades da Calourada Consciente do DCE/UCB. A sabatina será transmitida Ao Vivo pela internet, pelo site do candidato.

Mas não é só ele que deve comemorar, todo a população do DF têm motivos para festejar a vitótia da luta contra a corrupção.

Primeiras Notícias sobre a impugnação:

TRE proíbe candidatura de Roriz

Em uma plenário lotado com cerca de 100 pessoas, os juízes do TER/DF acabam de liberar/derrubar o registro de candidatura de Joaquim Roriz ao governo de Brasília.

Por quatro votos a zero (três juízes ainda proferiram seus votos, mas não há mais como a decisão mudar), decidiram que Roriz tornou-se inelegível porque renunciou em junho de 2007 ao mandato de senador para não responder a processo de cassação.

À época, Roriz foi flagrado em uma conversa telefônica tratando da partilha de 2,2 milhões de reais com o ex-presidente do Banco de Brasília Tarcísio Franklin de Moura. A suspeita da Polícia Civil local era a de que o dinheiro teria sido desviado do banco estatal.

Por Lauro Jardim

Extraído de: Blog Radar On-line

Manifestantes pró e contra Roriz protestam em frente ao TRE

Luiz Calcagno
Publicação: 04/08/2010 16:08 Atualização: 04/08/2010 17:29
 
O julgamento do pedido de impugnação da candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal levou cerca de 300 pessoas para a frente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), na tarde desta quarta-feira (4/8). Divididos em dois grupos, um a favor e outro contra o ex-governador, os participantes gritam palavras separados por um cordão de isolamento da Polícia Militar. Apesar do clima tenso, a manifestação segue pacífica.

Os apoiadores de Joaquim Roriz formam o grupo majoritário, com cerca de 200 pessoas, segundo estimativa da PM. Eles iniciaram o ato de apoio ao ex-governador por volta das 15h.
 
O TRE-DF julga a impugnação da candidatura de Roriz nesta tarde. O pedido, feito pelo Minsitério Público Eleitoral (MPE), alega que o candidato não se enquadraria na Lei Ficha Limpa.

Um integrante do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) fez um protesto solitário, caminhando entre os manifestantes pró-Roriz, com a bandeira do partido, mas não houve confusão. Além de nove políciais militares, que fazem a segurança em frente ao prédio, um helicóptero da corporação monitora o movimento.

Às 17h está prevista uma manifestação à favor da Lei da Ficha Limpa, que proíbe candidatos com problemas na Justiça. De acordo com diretor do Comitê Ficha Limpa no DF, Diego Ramalho, são esperadas 200 pessoas em frente ao TRE-DF. "Como amanhã é o último dia para julgar as impugnações decidimos protestar hoje", explica.

Extraído de: Correio Braziliense

Google e a Band - Lançam Horário Político Democrático



O Google Brasil apresentou nesta terça (03) o seu novo serviço, que vai trazer informações para os eleitores brasileiros.

Por meio do www.google.com.br/eleicoes2010 é possível acompanhar a eleição que acontecerá nos próximos meses.

Dei uma olhada no canal das eleições no YouTube e gostei bastante do que vi, li as perguntas e vi que essa ferramenta é interessante e pode ser bastante útil, se você realmente se preocupa com o futuro do país não deixe conferir.
Vou apresentar para vocês as ferramentas que podem ajudar bastante os eleitores nessa eleição:

Pelo Google Maps você pode acompanhar os candidatos por todo o Brasil, Com atualizações diárias, é possível saber exatamente onde e o que o político está fazendo. Houve também um cruzamento de informações do Google Insights for Search com o Google News. Por isso agora é possível acompanhar as tendências de busca sobre um determinado candidato ou assunto e saber quais notícias foram publicadas durante o mesmo período
"Nosso pacote de ferramentas para as eleições 2010 vai ajudar os usuários a seguir de perto seus candidatos e os principais assuntos das campanhas, estimulando uma interação democrática diversa e aberta de todos os brasileiros com seus representantes eleitorais", diz Alexandre Hohagen, diretor geral do Google para América Latina.

O Google também está em parceria com a BAND, então, todo conteúdo da emissora sobre as eleições estará disponível em um canal do YouTube.


Extraído de: Site GUIKY

Creative Commons

Licença Creative Commons
Café do Elias™ by Café do Elias™ is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença License.
Based on a work at eliasemanuel.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://eliasemanuel.blogspot.com/.

  © Blogger template 'Morning Drink' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP