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domingo, 21 de novembro de 2010

O Governo do Distrito Federal e os "Conflitos na transição governamental" - O Clima na Bliblioteca Nacional


          Nessa semana que passou, participei de uma das reuniões da equipe de transição do GDF que está trabalhado arduamente na sede da Biblioteca Nacional de Brasília, mas especificamente do grupo responsável pela transição na área de Políticas Públicas de Juventude - PPJ. Acabei não ficando muito tempo ou até o final da reunião, por conta de outros compromissos. Mas no pouco tempo que fiquei já deu pra perceber várias coisas, tais como: dificuldades por conta da estrutura improvisada; poucas ou restritas informações e dados oficiais sobre as ações de governo; e muitas dúvidas sobre o próprio processo de transição, principalmente sobre as possibilidade e potencialidades.
 
          Para contribuir com esse processo e colaborar com as discussões sobre essas temas, aproveitando que agora estou com um pouco mais de tempo livre, pensei em escrever uma série de postagens abordando várias das questões que tenho observado. Mas pra começar, escolhi reproduzir um texto do Maurício Romão, originalmente publicado em 2008 no Blog do Magno Martins, mas que guardada as devidas proporções de tempo e espaço, revela muito do clima que envolve o processo de transição no DF.
 
Conflitos na transição governamental

Maurício Costa Romão*
mauricio-romao@uol.com.br

A transição governamental é um processo em que se estabelece entre os governantes – eleito e atual – um entendimento político-administrativo através do qual se repassam ao governo sucedâneo informações e dados básicos sobre a situação financeira e administrativa da máquina pública cuja gestão está prestes a se encerrar.

O maior interessado na transição é sempre e invariavelmente o novo governante, que quer começar sua gestão com o maior conhecimento e domínio possíveis sobre o contexto financeiro, administrativo e organizacional que moldura a estrutura do executivo. E é natural que assim seja, posto que nos primeiros dias de governo é normal o acionamento de várias medidas de importância para a nova administração. Não fora as informações colhidas do período transicional e o governante-eleito estaria meio que às cegas no início do mandato.

Infelizmente, o que deveria ser um processo natural e saudável do convívio democrático, termina por se constituir, em muitos casos, em pano de fundo para o acirramento das divergências entre os grupos que disputaram a eleição recém finda.  Toda transição é sempre conflituosa, umas mais, outras menos, mesmo quando ela ocorre entre agrupamentos que são de uma mesma facção político-partidária.

Considerando-se, por exemplo, que a disputa se deu entre correntes contrárias e a vitória coube à oposição ao atual governo, os motivos que estão por trás dos desentendimentos acima mencionados são, na verdade, de natureza política, mas aparecem travestidos como resultantes, principalmente, de interpretações dadas pelas duas gestões, a atual e a substituta, aos dados e informações coletados, e de divergências entre as duas equipes sobre o formato operacional da transição.

O filme, já tantas vezes assistido, tem variações de cenários e atores, mas o enredo permanece virtualmente inalterado, e se passa mais ou menos assim:

O comando dirigente atual busca se apresentar à opinião pública, ao final do mandato, como tendo realizado uma administração austera, realizadora, gerencialmente competente, etc. deixando, ademais, o executivo financeiramente equilibrado ou muito próximo disso, conforme, aliás, diz a equipe ainda em exercício, demonstram os dados entregues à equipe de transição, muitos dos quais já antes divulgados à grande imprensa.

O novo governo, por seu turno, mesmo reconhecendo certos avanços ocorridos, alguns até significativos, outros apenas parciais, vai negar de forma peremptória o que está sendo noticiado pela administração vigente, argumentando que os poucos dados coletados, os quais, afirma a nova equipe, foram extraídos a fórceps, mostram uma situação diametralmente oposta a que ora se propaga, etc. etc.

Ao antigo governo não interessa, obviamente, expor sua administração, agora e no futuro, à senha difamatória dos recém eleitos, admitindo, por pequenas que sejam, fragilidades administrativas e financeiras ao final do mandato. Daí porque tenta enaltecer seus feitos e números de forma a mais favorável possível. À nova equipe, não compete, por ilógico, sob nenhuma hipótese, aceitar como verdadeiros os argumentos e números do executivo atual, sob pena de, em assim fazendo, submeter-se a cobranças de desempenho semelhante, mais à frente, quando serão inevitáveis os confrontos comparativos de gestão.

Mas, as divergências, a rigor, começam antes mesmo do confronto de interpretação de dados e se manifestam, tácita ou explicitamente, quanto ao processo transicional em si, quanto ao seu “modus operandi”. Seja porque o novo governo, no julgar do atual, está apressado e quer ditar norma e ritmo dos trabalhos (começar a varredura de informações o quanto antes, em prazos tais e quais, naquela dada sistemática, realizar as reuniões em tais locais, ouvindo esse e aquele dirigente, etc.), seja porque está havendo exigência descabida dos futuros mandatários de solicitar dados que são de difícil coleta em espaço exíguo de tempo, ou que não devem ou não podem ser fornecidos no período inicial da transição, e por aí vai.

Na visão do governante em exercício, o que embala a movimentação frenética do novo mandatário é, na verdade, a ânsia de começar o governo dele antes de terminar o que está em curso. E isso não vai ser admitido em hipótese nenhuma. Trata-se de uma interferência indevida e inadmissível. O mandato que foi conferido ao atual chefe do executivo se encerra no dia 31 de dezembro e, até lá, ele é o governante. O recém eleito que espere sua posse para fazer o que quiser e bem entender. Antes disso, não. Vai ter que aguardar.

Para a facção eleita, o que está por trás da resistência do atual dirigente é o receio de mostrar de forma transparente os dados de sua gestão à frente do executivo, por motivos óbvios: sua administração foi simplesmente bisonha e ineficiente, além de perdulária e desrespeitosa às leis vigentes.   Daí porque emperra a transição, não entregando informações solicitadas, ou o fazendo apenas parcialmente, impedindo contatos com dirigentes de órgãos, etc. etc.

Quanto mais apartados, política e partidariamente, estiverem os dois governantes, mais essas divergências vêm à tona e reverberam, dificultando extrair-se todo o potencial que o arranjo transicional poderia oferecer, afetando o relacionamento presente e futuro entre as equipes da atual e da nova administração e, não raro, prejudicando o novo governo nos seus passos iniciais.

O processo político-eleitoral brasileiro tem amadurecido sobremaneira nos últimos tempos e se vem aperfeiçoando a cada eleição. Mas é preciso ainda desarmar os palanques da campanha após o pleito e incorporar a idéia de que a alternância de poder é fato corriqueiro na democracia e que o período transicional – que tem duração de quase 90 dias – nada mais é do que o lapso de tempo reservado aos preparativos para que a mudança de gestão se dê sem descontinuidades que possam vir a afetar o dia-a-dia do cidadão.
 
Maurício Costa Romão é Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma é a primeira mulher presidente do Brasil


Dilma é a primeira mulher presidente do Brasil

O Brasil elegeu neste domingo a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Com isso, ela se tornou a primeira mulher que irá assumir o Palácio do Planalto e comandar a nação.

Com 99,99% dos votos apurados, a candidata petista havia alcançado 56,05% dos votos válidos, 55.748.569  sufrágios. O tucano José Serra tinha 43,95% ou 43.708.704 votos. A abstenção atingiu 21,5%, mais de 29 milhões das 135 milhões de pessoas que compõem o eleitorado do País.

Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.

Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha. Cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha.

Logo no primeiro debate do segundo turno, reagiu aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir daquele momento, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas parou de cair.
Dilma se torna neste domingo o 40º presidente da República brasileira.

A petista ganhou força para disputar o cargo ao assumir o posto de ministra-chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a queda de José Dirceu (PT) no escândalo do mensalão.

Com a reeleição de Lula e sem grandes rivais à altura no PT, Dilma tornou-se, depois do presidente, o grande nome do governo. Apesar do poder acumulado e do protagonismo que passou a exercer ao lado de Lula, até outubro de 2007 Dilma negava que seria candidata.

O pai de Dilma, o búlgaro Pedro Rousseff, veio para o Brasil na década de 1930. Já estava há cerca de dez anos no Brasil quando, numa viagem a Uberaba, conheceu a professora primária Dilma Jane Silva. Casaram-se e tiveram três filhos. Dilma nasceu em dezembro de 1947.

(infografia publicada no fechamento da segunda edição, com números parciais)
  Confira o 1°Pronunciamento de Dilma Rousseff como Presidenta Eleita do Brasil (31 de outubro)

Primeiro pronunciamento de Dilma como presidente eleita (31 de outubro) from BlogCafedoElias on Vimeo.



Texto do Jornal do Comércio:
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=45187

terça-feira, 26 de outubro de 2010

VOTO DO NORDESTE - "não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.”


 Tânia Bacelar pensa o Brasil

É com esta frase que Mauricio Dias, na coluna “Rosa dos Ventos”, da Carta Capital desta semana, conclui o artigo “Desconstrução do preconceito – não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.

Trata-se de observação exata, para este momento de mistificação generalizada, quando, segundo Boff, finalmente, a verdade vencerá a mentira.

Foi a Folha (*), sempre a Folha, de apropriadas ambiguidades, que, outro dia, ao dedicar 158 páginas a um resultado do Datafalha – nenhum país do mundo leva pesquisa eleitoral tão a sério quanto o Brasil do PiG (**) – , denunciou que a Dilma só existe por causa do Nordeste.

É o que, uma vez ouvi do Caio T. (de “Tartufo”) Costa, ao analisar a vitória do Lula (por 61% a 39%) contra o Alckmin: Lula não ganhou no Brasil, mas no Nordeste.

É assim a elite branca e separatista, no caso da elite paulista – e seus fâmulos – , uma espécie de Liga Norte do Berlusconi.

A doutrina da Revolução de 1932 voltará no dia 1º. de Novembro, quando a Folha “analisar” o resultado.

Cabe, então, preventivamente, ler o que o Mauricio Dias escreveu, a partir de considerações da respeitada professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os beneficiários do Bolsa Família – que mereceu tantos elogios de Mônica Serra – não são suficientes para explicar a votação da Dilma.

Há outros produtos da administração Lula para explicar o fenômeno da adesão do Nordeste a Lula e a Dilma, lembra a professora Bacelar.

O comércio varejista cresceu no Nordeste mais do que no Brasil inteiro.

 A Petrobrás investiu maciçamente na região, a começar pela refinaria Abreu e Lima, em Suape.

Clique aqui para ler “Suape – Pernambuco faz uma revolução”.

Os investimentos do PAC.

A Transnordestina.

Pecem.

Os estaleiros.

Lula, segundo a professora Bacelar, quebrou o mito de que a “a agricultura familiar era inviável”.

Ela é responsável por três de quatro empregos gerados no meio rural de todo o Brasil.

“O Nordeste liderou  o crescimento do emprego formal no País, com 5,9% ao ano, entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% do Brasil como um todo e do Sudeste, que foi de 5,2%.”

A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), como diz outro pernambucano sábio, Fernando Lyra, “não pensa o Brasil”.

Basta ver o Serra na televisão.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Do Blog do PHA - ConversaAfiada

domingo, 24 de outubro de 2010

Geopolítica e Eleições 2010 - "Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil"

Print do Site da Fundação

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

20/10/2010 13:10, Por Redação, do Rio de Janeiro, Brasília e Washington


Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar "uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas" contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation - a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica - publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as "imaturas" democracias da América Latina e do Caribe.
 
 No artigo intitulado "Elections in Brazil and the US Intelligence Community" (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que "o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro. Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina".

A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial. Leia os principais trechos do artigo:
 
"Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, Hillary Clinton enfatizou: ’na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério".

"Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.
 
"Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

"O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff - uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente - como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e integrou a Vanguarda Armada Revolucionária - nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d’Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, depois presa, torturada sob os métodos que a CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.
 
"A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita, José Serra. Jornalistas ’amigos-da-américa (do norte)’ e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançaram o mito sobre o seu extremismo. Encontraram informantes da polícia, que posaram como "testemunhas" de seu envolvimento em assaltos a bancos para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma - como um rival puramente nominal. Estabilizada a situação, no entanto, Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do presidente Lula.


"Ainda assim, a pontuação de Rousseff caiu de 3% a 4%, tirando a chance de vencer ainda no primeiro turno das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores de Marina da Silva Vaz de Lima, do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os militantes do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.

"O time de Dilma visivelmente perdeu o tom triunfalista inicial - o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado por um império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil - O Globo, as editoras Abril, como Folha de S. Paulo e a revista Veja - estão ocupados em lavagem lavagem cerebral do eleitorado do país.
 
 "A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar ’novas forças’ menos propensas a desafiar Washington e ajudar a obter um controle sobre o poder no Brasil. A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões, para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as invasões a apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultradireitistas que consideram Serra como seu candidato. Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir dez novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus, na Amazônia.

"Embora o Departamento de Estado dos EUA esteja empenhado em reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo, em um esforço para cortar despesas orçamentais, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária na geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15 a 20 anos e as administrações dos EUA - tanto republicanos quanto democratas - estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel".
 
Texto e Tradução: Correio do Brasil
Com inclusão de imagens do: MidiaNews, Google, Gazeta do Povo, Reuters

domingo, 17 de outubro de 2010

Revista mostra contradições de Serra sobre “homem-bomba do PSDB”

Capa da Revista IstoÉ
IstoÉ traz em sua capa duas declarações diferentes feitas pelo tucano em 24 horas

Texo do R7 [Portal]

Serra e Paulo Preto na inauguração do Rodoanel - SP
Em apenas 24 horas, o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, fez nesta semana duas afirmações contraditórias quando foi questionado sobre suas relações com o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apelidado de “homem-bomba do PSDB”.

Em sua edição desta semana, a revista IstoÉ chama a atenção justamente para a atitude repentina de Serra, que parece ter mudado de ideia de um dia para o outro.

No dia 11, segunda-feira, ao ser questionado sobre o assunto, o candidato do PSDB disse não conhecer Paulo Preto. Na terça (12), porém, não apenas admitiu saber de seu trabalho, mas saiu em defesa do engenheiro.

O caso chegou à campanha eleitoral depois que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, questionou Serra sobre Paulo Preto em um debate realizado no último domingo (10). Naquele momento, Serra silenciou. Nada disse para contestar as afirmações de sua adversária, que lembrara que um assessor do tucano havia fugido com R$ 4 milhões.

Dilma se baseou em uma reportagem publicada também pela revista IstoÉ em agosto. Segundo a denúncia feita naquele momento, dirigentes do próprio PSDB acusavam Paulo Preto de sumir com pelo menos R$ 4 milhões, dinheiro que havia sido arrecadado para a campanha de Serra sem o conhecimento do partido.

Ante a omissão de Serra no debate de domingo, a imprensa passou a abordar o assunto em suas agendas de campanha e entrevistas coletivas. Já na segunda, o ex-governador de São Paulo, que estava em Goiânia (GO), foi questionado sobre a acusação feita pela adversária e disse não conhecer Paulo Preto. Serra, inclusive, chegou a se referir ao episódio como um “factoide”.

- Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês [jornalistas] fiquem perguntando.

Tudo mudou, porém, depois que o próprio engenheiro concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada terça, em que ele desmentiu o presidenciável e aproveitou para mandar um “recado” a ele.

- Não somos amigos, mas ele [Serra] me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao país, ele tem que responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele. Acho um absurdo não ter resposta, porque quem cala consente.

Serra, então, parece ter recuperado a memória sobre Paulo Preto. No mesmo dia, durante uma visita a Aparecida, no interior de São Paulo, ele foi novamente indagado sobre sua relação com Paulo Preto.
Dessa vez, porém, como se ainda não tivesse se pronunciado sobre o assunto, ele não apenas admitiu conhecer o “homem-bomba do PSDB”, mas ainda fez elogios a ele e o defendeu de acusações.

- Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.

O tucano parece ter entendido a mensagem de Paulo Preto. Afinal, são várias as evidências de que ele e o engenheiro mantiveram, sim, colaboração.
 

 O “homem-bomba do PSDB” foi diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), cargo a partir do qual ele pôde participar de algumas das principais obras da gestão tucana em São Paulo, como o Rodoanel.

Seus métodos de atuação, inclusive, chegaram a irritar o atual governador paulista, Alberto Goldman. Em um e-mail enviado por ele em novembro do ano passado ao então governador, José Serra, de quem era vice, Goldman se queixava de Paulo Preto.

A mensagem foi citada pela revista IstoÉ em sua edição desta semana e dizia o seguinte: “Ele [Paulo Preto] é vaidoso e arrogante. Fala mais do que deve, sempre. Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o super homem. Não tenho qualquer poder de barrar ações. Mas tenho o direito, e a obrigação, de opinar e tentar evitar desgastes desnecessários”.

Paulo Preto permaneceu no cargo até abril deste ano. Coincidência ou não, foi quando Serra deixou o governo do Estado para se candidatar à Presidência, dando lugar a Goldman.

De acordo com a IstoÉ, o engenheiro teve um peso enorme na gestão tucana em São Paulo. “Os contratos administrados pelo engenheiro estavam entre as principais obras do país, somando R$ 6,5 bilhões”, diz a reportagem.

A revista também chama a atenção para o patrimônio milionário do ex-diretor da Dersa. “Na declaração de bens de 2009, Paulo Vieira de Souza diz possuir um patrimônio avaliado em R$ 3,4 milhões, sendo R$ 560 mil referentes a imóveis”, afirma o texto.

Ainda não se sabe de onde teriam saído os R$ 4 milhões supostamente arrecadados por Paulo Preto. Mas, caso o desvio seja comprovado, o caso poderia configurar caixa dois eleitoral, uma prática criminosa. Na entrevista que concedeu à Folha, Paulo Preto exalta seu próprio trabalho e diz que sempre pagou em dia as empreiteiras.

- Ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem mais recursos politicamente do que eu, ninguém fez mais do que eu fiz. O que é o gestor público, o que é a empresa privada? Todas elas, sabidamente, desde D. Pedro, apoiam campanha política.

Paulo Preto se diz como “o cara desse governo mais bem-sucedido em entrega de empreendimentos.”

- Se o empresário tiver lucro, ele apoia. Se não tiver, não apoia. Na lista de apoio aos candidatos estará o nome de todas essas empresas [que trabalharam no Rodoanel, Marginal e Jacu Pêssego].

Confira aqui os detalhes do que apurou a Revista IstoÉ:



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Descoberta origem dos e-mails e boatos infames contra a Candidata do PT, Dilma Rousseff

Por Rodrigo Viana

Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a  boataria e as calúnias prosseguem.

O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.

Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…

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O CAMINHO DA CALÚNIA
por Tony Chastinet

Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa. 

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.

Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.

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Fontes:
– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn
2 – Nei Mohn
3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457 – artigo defesa ppp
Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602 

  
Originalmente Publicado no Blog do Jornalista Rodrigo Viana: 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Advogados manifestam apoio ao presidente Lula

http://www.videiracuritiba.com.br/website/wp-content/uploads/lula.jpg
Texto Extraído do Portal Consultor Jurídico

Um time de celebridades da área jurídica divulgou, nesta segunda-feira (27/9), uma carta aberta a favor das manifestações do presidente Luís Inácio Lula da Silva em favor da candidata do seu partido à presidência da República, Dilma Rousseff (PT). Com 64 assinaturas de professores, advogados, procuradores e ex-membros do Executivo, a carta defende ainda o direito de Lula criticar a imprensa pela cobertura feita sobre a corrida pela cadeira presidencial — tendenciosa, segundo o presidente.

“É lamentável que se queira negar ao presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições”, dizem os signatários. Entre eles estão nomes de peso como Celso Antonio Bandeira de Mello, constitucionalista e professor emérito da PUC-SP, Dalmo de Abreu Dallari, também professor emérito da USP, e Lenio Streck, procurador e professor da Unisinos.

A “Carta ao Povo Brasileiro” não aceita que as críticas feitas pelo presidente contra a imprensa — de que tem preferência por José Serra em detrimento de Dilma na cobertura — tenham o tom de “autoritarismo e de ameaça à democracia” que, segundo eles, a grande imprensa e a oposição tentam imputar a Lula.

“Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do presidente da República”, diz o manifesto. “O presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral.”

A lista reúne ainda Márcio Thomaz Bastos, advogado e ex-ministro da Justiça de Lula, os criminalistas Sérgio Salomão Shecaira, Celso Vilardi e Luís Guilherme Vieira, e o tributarista e professor da USP e da UFPA, Fernando Scaff, assim como Pierpaolo Bottini, professor da USP e advogado do PT, Rogério Favreto, ex-secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e Sérgio Renault, também ex-secretário da Reforma.

Não foram poucos os nomes ligados a entidades da advocacia que respaldam a atitude do presidente. Apoiam Lula: Cezar Britto, ex-presidente do Conselho Federal da OAB; os presidentes de seccionais Wadih Damous (OAB-RJ), Homero Mafra, (OAB-ES), Jarbas Vasconcelos, (OAB-PA) e Mario Macieira (OAB-MA); Felipe Santa Cruz, presidente da Caarj; Henrique Maués, ex-presidente do IAB; José Diogo Bastos Neto, ex-presidente da Aaasp; Ronaldo Cramer, conselheiro da OAB-RJ e professor da PUC-Rio; e Cláudio Pereira de Souza Neto, conselheiro federal da OAB e professor da Universidade Federal Fluminense.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Joaquim Roriz lança esposa como candidata em seu lugar



É pessoal, parece que agora foi! Quais serão as repercussões dessa decisão? Só as cenas dos próximos capítulos irão dizer! E agora STF?



A notícia foi divulgada no Twitter de Liliane Roriz, filha do ex-governador - ()


A notícia foi divulgada no Twitter de Liliane Roriz, filha do ex-governador
O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) desistiu de concorrer ao Governo do Distrito Federal e lançou, em seu lugar, a candidatura de sua esposa, Weslian Roriz, também filiada ao Partido Social Cristão. A informação é confirmada pela assessoria de imprensa de sua filha, candidata a deputada distrital, Liliane Roriz (PRTB). Ainda segundo a assessoria, o candidato à vice-governadoria continua Jofran Frejat (PR). A filha de Roriz colocou a informação em seu twitter às 12h40.

Segundo Jofran Frejat, a decisão de trocar os candidatos foi unânime entre os familiares e coordenadores de campanha de Roriz, que passaram a manhã de hoje reunidos. O candidato a vice destacou, ainda, que nenhum outro nome chegou a ser cogitado para tomar o lugar do ex-governador na cabeça da chapa. “É preferível manter o nome Roriz na disputa”.

Frejat ressaltou a simpatia da nova candidata. Para ele, a coligação não ficará desfigurada com a escolha, ao contrário, ficará mais organizada “já que o STF decidiu deixar o Roriz sangrando”. O candidato à vice contou que Weslian Roriz chorou sem parar ao saber da escolha.

Contradição
O ex-governador sempre destacou não ter um plano B caso o Supremo Tribunal Federal (STF) impugnasse sua candidatura (a Suprema Corte adiou, mais uma vez, ontem, a decisão sobre a validade da Ficha Ficha Limpa nestas eleições). Segundo Roriz, a esposa não queria que ele se candidatasse, preferia que ficasse em casa cuidando das fazendas e dos netos.

3 de outubro
Como as urnas já foram lacradas, o nome e a foto de Roriz aparecerão para aqueles eleitores que decidirem votar na coligção Esperança Renovada. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Distrito Federal (TRE-DF), os votos que iriam para ele, serão transferidos à sua esposa. O partido deve se comprometer a realizar ampla divulgação da troca.

Ainda segundo o TRE, a ação é legítima, já que o cabeça da chapa pode ser anunciado até as vésperas do processo eleitoral. Para tanto, o partido deve comunicar, oficialmente, o tribunal sobre a troca.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Debate entre Candidatos à Presidência na Universidade Católica de Brasília

Marina, Dilma, Serra e Plínio estarão em Debate na UCB



Os candidatos a presidência da república Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSol) estarão na Universidade Católica de Brasília, dia 23 de setembro, para um debate promovido pela sociedade civil antes das eleições do dia 03 de outubro. O evento acontecerá às 21h30, no auditório central da Universidade, no Campus de Taguatinga.

O evento é uma iniciativa da Universidade Católica  de Brasília, Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC), Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que – juntas - reforçam o princípio de promotoras do diálogo, da democracia e do desenvolvimento social.

Em aproximadamente duas horas de debate, divididas  em quatro blocos, os candidatos apresentarão as suas propostas de governo e responderão a perguntas elaboradas pelas promotoras do evento e representantes da sociedade civil, abordando temas relevantes para o país. No último bloco, todos os candidatos responderão a uma única pergunta, decidida entre as entidades organizadoras, e farão suas considerações finais.

Poderão participar do debate no auditório central os convidados dos partidos e respectivas coligações, das entidades promotoras e apoiadoras,  professores, estudantes e imprensa, a partir de credenciamento prévio. O público também poderá acompanhar o debate em telões localizados nos demais auditórios da Universidade Católica de Brasília.

O debate será transmitido ao vivo pelo portal da Universidade Católica de Brasília (www.ucb.br), pelas TVs e rádios de inspiração Católica e pela Associação Brasileira de TVs Universitárias (ABTU). O sinal estará aberto para retransmissão por qualquer emissora interessada.

O evento tem o objetivo de promover uma ampla discussão sobre as propostas e ideias de Governo de cada candidato a Presidência da República, para colaborar na decisão dos eleitores


sábado, 7 de agosto de 2010

Notícia do Site da UCB - Calourada Consciente DCE/UCB


Esta é a cobertura realizada pelo pessoal da Comunicação Social da UCB. Infelizmente, não mecionaram o objetivo da Calourada Consciente (e não, Semana do Calouro) que é o debate entorno do "Voto Consciente" nas eleições de 2010.

Acolhida: políticos discutem situação do DF
(05/08/2010 - 13:08)

Na noite de quarta-feira (4/8), a Universidade Católica de Brasília (UCB), por meio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), realizou sabatina com o candidato a governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Esse foi o segundo debate, pois os estudantes já ouviram o candidato Toninho do PSOL, no último dia 29/07. O candidato Joaquim Roriz (PSC) foi chamado a participar, mas não aceitou o convite.

A Semana do Calouro, realizada pelo DCE, tem como tema Viver no DF: Saúde, Transporte, Moradia, etc. Por isso, os candidatos foram questionados quanto à melhoria de Brasília como um todo. Os estudantes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e conhecer um pouco sobre as propostas dos candidatos, que apresentaram propostas para “um novo DF”.

 Por ser médico, Agnelo mostrou grande preocupação com a saúde, se comprometendo inclusive a ser governador e secretário de saúde até que os hospitais tenham condições humanas de atendimento. Quando questionado sobre a educação, disse que o ensino integral e uma universidade distrital são sua meta. Sobre o transporte público, garantiu preços justos e a integração entre ônibus e metrô.


A maioria das perguntas, feita por estudantes pelo Campus da UCB, foram gravadas e exibidas para todos os candidatos. No caso de Agnelo, as respostas às dúvidas foram apresentadas aos estudantes presentes na sabatina e aqueles que assistiram a transmissão online, pelo site do candidato.

A programação da acolhida aos calouros do DCE continua sexta-feira (6/8), às 20h30, na Praça do Estudante, com a Apresentação da Cia. Imaginária de Teatro.

Crédito: Thaisa Abreu
 Extraído de: Site da UCB

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Agnelo Queiroz participa de Sabatina na Univ. Católica (UCB) - Transmitido pela Internet

É hoje o dia, em que o candidato ao Governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), ira participar da Sabatina com estudantes da Universidade Católica de Brasília (UCB). A atividade faz parte da chama "Calourada Consciente" promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

O primeiro o candidato sabatinado pelos estudantes da Universidade foi Toninho do Psol (PSOL). O candidato Joaquim Roriz (PSC), foi convidado mas não aceitou o convite.

Desde o ínicio da semana estão sendo realizados vários debates setorias, como forma de conscientizar os estudantes sobre a importância do voto consciente e ficar atento as propostas e o histórico dos candidatos. Na segunda os estudantes tiveram a oportunidade de discutir Moradia, na terça-feira pela manhã Transporte Publico, e ontem a noite aconteceu uma Roda de Conversa sobre LGBTTT e Diversidade Sexual.

A Sabatina de hoje a noite será a última atividade da Calourada Consciente do DCE/UCB, cujo balanço parcial se mostra bastante positivo.

Em uma parceria da Universidade com a Coordenação de Campanha do Candidato, intermediada  pelo DCE, a sabatina será transmitida "Ao Vivo" pelo site do candidato: www.souagnelo13.com.br

Não percam..!!

Sabatina com Agnelo Queiroz -  DCE/UCB


Serviço:

Evento: Sabatina da Calourada Consciente - DCE/UCB
Candidato: Agnelo Queiroz (PT)
Local: Auditório do Bloco "M" - Universidade Católica de Brasília (UCB)
Endereço: QS 07 Lote 01 - Taguatinga (Pistão Sul)
Horário: 19:30
Transmissão: www.souagnelo13.com.br

Google e a Band - Lançam Horário Político Democrático



O Google Brasil apresentou nesta terça (03) o seu novo serviço, que vai trazer informações para os eleitores brasileiros.

Por meio do www.google.com.br/eleicoes2010 é possível acompanhar a eleição que acontecerá nos próximos meses.

Dei uma olhada no canal das eleições no YouTube e gostei bastante do que vi, li as perguntas e vi que essa ferramenta é interessante e pode ser bastante útil, se você realmente se preocupa com o futuro do país não deixe conferir.
Vou apresentar para vocês as ferramentas que podem ajudar bastante os eleitores nessa eleição:

Pelo Google Maps você pode acompanhar os candidatos por todo o Brasil, Com atualizações diárias, é possível saber exatamente onde e o que o político está fazendo. Houve também um cruzamento de informações do Google Insights for Search com o Google News. Por isso agora é possível acompanhar as tendências de busca sobre um determinado candidato ou assunto e saber quais notícias foram publicadas durante o mesmo período
"Nosso pacote de ferramentas para as eleições 2010 vai ajudar os usuários a seguir de perto seus candidatos e os principais assuntos das campanhas, estimulando uma interação democrática diversa e aberta de todos os brasileiros com seus representantes eleitorais", diz Alexandre Hohagen, diretor geral do Google para América Latina.

O Google também está em parceria com a BAND, então, todo conteúdo da emissora sobre as eleições estará disponível em um canal do YouTube.


Extraído de: Site GUIKY

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